Devaneios de um Caminhante Solitário

05 março, 2006

D. Sebastião, o desejado

Este rei teve o cognome de desejado por ter sido muito desejado pelos portugueses antes de nascer porque não havia outro descendente directo do rei. Em 4 de Agosto de 1578 trava-se a sangrenta batalha de Alcácer Quibir, entre portugueses e mouros. As nossas tropas foram esmagadas pelas muçulmanas. Alguém aconselha D. Sebastião a fugir mas ele recusando responde: “Morrer, sim, mas devagar!” e desapareceu para sempre. O povo vivia na esperança de que ele havia de voltar numa manhã de nevoeiro mas o seu não-retorno causou inúmeras dificuldades a Portugal nos anos que se seguiram.

É esta posição de elemento fundamental para a nação, antes desaparecido mas que agora ressurge das “cinzas”, que Cavaco Silva e os seus apoiantes se auto-propõem. E para o seu regresso em gládio êxtase, os convites estão feitos. São “apenas” 2000.
Qual a revista que terá o exclusivo? Talvez a “Caras”…