Devaneios de um Caminhante Solitário

05 março, 2006

Nevoeiro

Conclui o mesmo poeta, no último poema do mesmo livro:

Nevoeiro

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer –
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo-fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

É a Hora!

Valete, Fratres

3 Comments:

  • É a hora da Inquisição. :)

    By Anonymous António Leite-Matos, at 07 março, 2006 00:35  

  • "Ó Portugal, hoje és nevoeiro..."

    O nevoeiro não durará para sempre..

    By Blogger Pedro Malaquias, at 07 março, 2006 03:10  

  • É a hora de "Valete, Fratres", isto é, traduzindo "à letra" de "saudarmo-nos, irmãos" ou, mais precisamente, de nos reorganizar, de continuar a ter feitos gloriosos. Porque, de facto, o "nevoeiro não durará para sempre..." Mas... durará até quando? Até o D. Sebastião regressar? Para muitos, mais precisamente 50,54%, já regressou... A ver vamos, mas a mim não me parece... Acredito que a recuperação chegará, mérito "não de quem chegou, mas de quem já lá estava". Mas se existir a chamada coabitação, melhor. A bem de Portugal

    By Blogger Caminhante Solitário, at 07 março, 2006 04:42  

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