Devaneios de um Caminhante Solitário

05 março, 2006

O Investimento Estrangeiro

Governo anuncia 135 ME em investimento estrangeiro

Com as soluções propostas, com a escolha de um rumo extremamente bem definido das novas políticas geradoras de riqueza para o nosso país, dêem o “braço a torcer” e admitam que o governo está a fazer um bom trabalho. Só assim – juntamente com aquilo que se apelida de “oposição responsável”, tão importante num Estado Democrático – se consegue equilibrar de novo as finanças públicas fazendo as reformas e as modernizações que o país precisa. Só com confiança se consegue evoluir e atrair o tão fundamental investimento estrangeiro, uma grande ajuda no relançamento da nossa economia.

11 Comments:

  • Para dizer mal, tudo serve.. onde está a ausência de fanatismos? Qual o interesse da quantidade dos convidados?

    PS - nunca viste ninguém minimamente sério a dizer que um PR pode salvar um país que tem um regime como o nosso.. o Sr. tem poderes, mas não os de um salvador..

    By Blogger Pedro Malaquias, at 06 março, 2006 02:54  

  • Como podes ver, isto está no post errado, sendo antes um comentário ao post do D. Sebastião.

    By Blogger Pedro Malaquias, at 06 março, 2006 19:58  

  • Como referi num post intitulado de “Estado da Nação”, “como se sabe de senso comum, é sempre muito mais aprazível a crítica fácil, as “piadas sem graça”, enfim, o “destruir em vez do construir”. Tento por isso – e, nesse aspecto, estou com a consciência perfeitamente tranquila – fazer deste blog um espaço que vá para lá da crítica permanente, para lá do “fanatismo político”, uma inclinação obscena contra a qual sempre critiquei, lutei e voltarei sempre a desprezar no futuro. Dizer que só “politicamente fanático” é um insulto para a minha pessoa.

    Todavia, e isso é óbvio, tenho as minhas inclinações, as minhas preferências. E elas não vão, claramente de encontro a Cavaco Silva. Mas uma coisa não me podem acusar: Cavaco ganhou legitimamente – e com maioria absoluta à “primeira” – e eu sei respeitar a vontade soberana dos portugueses. Dei os parabéns a todos os meus colegas e amigos que apoiaram e votaram em Cavaco Silva. Não é essa a questão.
    O que antes não me posso permitir é de me abster a criticar. As críticas fazem parte de uma democracia – são um “elogio” para com este sistema político. Estas devem, contudo, revestir algum conteúdo: não se deve criticar só por criticar – aí, entrar-se-ia, irremediavelmente, naquilo a que chamei de “fanatismo político.
    A crítica – se bem que irónica (também um modo de criticar perfeitamente legítimo – era devido a uma certa teatralização que Cavaco está a criar em redor da sua tomada de posso, teatralização tão usual no nosso futuro presidente. O que critico é este se apresentar como uma espécie de Salvador da Pátria, uma espécie de D. Sebastião que parece que vai resolver todos os problemas do país, apesar de, como tu próprio disseste, um país que tem um regime como o nosso, o PR tem poderes, mas não os de um salvador.
    São várias as pessoas que, “não sendo minimamente sérias” para mim, (e sublinho, para mim.) têm direito a exprimir a sua opinião em jornais e na televisão, e daí, teoricamente, terem alguma credibilidade (por exemplo, o “ridículo” Luís Delgado), que deram claramente a entender que os problemas do país ficarão, como que por magia, resolvidos com a vitória de CS nas presidenciais. Aliás, o autêntico êxtase com que os seus apoiantes celebraram a primeira vitória de um candidato presidencial apoiado por um partido de direita é bem evidenciador da esperança que, não digo 50% mas uma elevada percentagem dos votantes em CS têm numa melhoria significativa do nível de vida dos portugueses. A CRP não o permite, mas o cargo de PR não é também um “cargo qualquer”. Espera-se coabitação e entendimento PR-PM. Assim o seja. Para bem dos portugueses.

    P.S. – Obrigado por, com o teu comentário, poder ter tido o prazer de associar o adjectivo “ridículo” a Luís Delgado. Sempre o esperei fazer, “mais cedo (do que) / ou mais tarde”. A oportunidade chegou, já não era sem tempo!

    By Blogger Caminhante Solitário, at 06 março, 2006 20:48  

  • "A crítica – se bem que irónica (também um modo de criticar perfeitamente legítimo – era devido a uma certa teatralização que Cavaco está a criar em redor da sua tomada de posso, teatralização tão usual no nosso futuro presidente."

    Gostaria de ter os dados de todas as cerimónias do género realizadas anteriormente.

    "O que critico é este se apresentar como uma espécie de Salvador da Pátria, uma espécie de D. Sebastião que parece que vai resolver todos os problemas do país"

    O Prof. Cavaco Silva nunca se apresentou como o Salvador da Pátria. Assumiu, inclusivé, o contrário, numa das seus últimas intervenções pré-eleitorais (salvo erro, na TVI). Porém, prometeu estabilidade e, acima de tudo, colaboração com o Governo; afirmou que iria utilizar os seus conhecimentos sobre o mundo que nos rodeia para "ajudar" o Governo. Qual o problema disso? Será melhor passar 4 anos a cortar fitas e a conhecer o Mundo?

    «São várias as pessoas que, “não sendo minimamente sérias"»

    É verdade. Mas nenhum analista político, minimamente credível (segundo a minha opinião), o fez. Claro que pessoas com uma certa visibilidade tentaram transmitir essa mensagem; é política, numa das suas piores manifestações: a mentira, a tentativa de ludibriar o "Povinho"... Contudo, não acredito que a votação no nosso futuro PR tenha tido algo a ver com isso; a nossa democracia já está suficientemente madura (pelo menos, espero) para não se deixar falsear dessa forma. A comunicação social, apesar de ser em grande parte formadora da opinião pública, não pode (felizmente) tudo.

    Pedro Malaquias @ http://eupensoisto.blogspot.com

    PS - eu sabia que ias ficar picado com o post :P

    By Blogger Pedro Malaquias, at 07 março, 2006 03:05  

  • Cometi um erro terrível.. como qualquer pessoa sabe, o PR é eleito por 5 anos e não por 4.

    By Blogger Pedro Malaquias, at 07 março, 2006 03:06  

  • Cavaco Silva não irá ter esta atitude de teatralização apenas na cerimónia de tomada de posse. E aí, desculpa, mas é a minha opinião contra a tua. Para mim, CS assumiu uma postura de sobranceria em relação aos outros candidatos. Parecia seguro de que os portugueses sabiam (desculpa a redundância) da “importância da sua eleição como PR”, encarou a campanha (pré-campanha, tudo!) com uma total confiança de que iria ser eleito à primeira volta e tão escasso ficou de uma derrota (se houvesse uma segunda volta, ponho as minhas mais sinceras reservas na sua vitória) …

    “Porém, prometeu estabilidade e, acima de tudo, colaboração com o Governo; afirmou que iria utilizar os seus conhecimentos sobre o mundo que nos rodeia para "ajudar" o Governo. Qual o problema disso?” Não há nenhum problema com isso! Mas… será que irá ter possibilidades de “ajudar” de um modo real o governo, tendo em vista os limitados poderes de que dispõem? Volto a referir que o cargo de PR “não é um cargo qualquer” mas também não se pode irá ao limite – como CS fez – de querer utilizar o cargo de PR para… governar. Essa ajuda (felizmente!) não pode dar.

    “Claro que pessoas com uma certa visibilidade tentaram transmitir essa mensagem” Essa “transmissão da mensagem” foi de tal modo insuportável que era impossível não a admitir…

    “(…) A nossa democracia já está suficientemente madura (pelo menos, espero) para não se deixar falsear dessa forma. A comunicação social, apesar de ser em grande parte formadora da opinião pública, não pode (felizmente) tudo.” Lamento, novamente, o ter de discordar contigo (eu sei que tu não te importas!) mas, infelizmente isso não é verdade. A comunicação social revela-se imprescindível para qualquer candidato a qualquer cargo público e em qualquer parte do mundo (pelo menos o “democrático”). Infelizmente, o “candidato” que tiver maior disponibilidade financeira para a campanha eleitoral, o candidato que tiver maior tempo de antena e, inclusive, o candidato que tiver a sua declaração final em último lugar (daí o sorteio) corre sérios risco de vir a ser eleito. Basta, para isso, olhar o exemplo dos EUA e do seu (execrável) presidente Bush.
    I
    nfelizmente a comunicação social “pode” muito. Mas isso já está tão intrinsecamente ligado à ideia de “sociedade democrática” que se torna quase impossível fugir. Infelizmente.

    P.S. – Adoro esses “picanços”. Quanto mais “ao limite” for da minha retórica, mais “gozo” isso me dá.

    P.S.2 – Estás desculpado pelo erro da duração de uma legislatura presidencial. Como diria João Gonçalves (aliás, como, efectivamente, disse no comentário ao post imediatamente antes) trata-se de um “lapsus scriptae desnecessário”, mas, neste caso, perfeitamente desculpável.

    By Blogger Caminhante Solitário, at 07 março, 2006 04:20  

  • Honestamente, ainda bem que o fez. Farto de choninhas como Sampaio já estamos todos nós (ou, pelo menos, alguns). E a suposta superioridade de Cavaco era perfeitamente justificável, bastando, para o constactar, analisar os outros candidatos: um velho jarreta (com todo o respeito pela terceira idade); um proletário burguês; um proletário proletário; um socialista aristocrata. Excluindo Jerónimo e Soares, ambos pelas piores razões possíveis, resta-nos uma misturada espantosa de contradições. Cavaco teve a lucidez de ser o mais verdadeiro de entre todos eles. Era o melhor, sem dúvida, e portou-se como tal. E, naturalmente, ganhou. Não é nada de novo, Darwin já formulou há um bom par de anos.

    By Blogger JAS, at 07 março, 2006 22:48  

  • Jas: isso, como deves calcular este teu comentário é bastante subjectivo e, é óbvio, não poderia discordar mais. Acho que metes “todos no mesmo saco” e acho que criticas injustamente o melhor PR da democracia portuguesa, o mais-que-provável vencedor se a nossa CRP permitisse um terceiro mandato (mas ainda bem que o proíbe a favor do princípio – tão fundamental – da rotatividade dos cargos políticos).
    É a tua opinião e ainda bem que a expressaste e que a possas expressar (e aí, tens de dar a “mão à palmatória” e dar o (inteiramente) merecido mérito, por exemplo, a Soares.
    Direi porque não votei (e porque “não posso” com…) Cavaco Silva. Farei no dia 9, em jeito de declaração de boas-vindas ou, se preferires, de “homenagem”. Mas tudo isso, partindo sempre do pressuposto de que aceitei e congratulei a vitória legitima que, afinal, Cavaco obteve.

    By Blogger Caminhante Solitário, at 07 março, 2006 23:25  

  • Permite-me esclarecer alguns pontos. Não meto todos no mesmo saco. Não preciso de o fazer. Eles fizeram-no por mim. À vista de todos. Olha para o Louçã e para o Jerónimo: concorrem apenas contra Cavaco Silva. Pergunto eu onde estão os interesses do País representados neste espécimen de campanha? Na corrida contra Cavaco? Mas se a corrida insignificante e a incapacidade latente são já o pão nosso da política nacional, para quê exacerbar ainda mais o defeito? Com Mário Soares, passa-se o mesmo. Sim, sim, foi muito importante. Não lhe tiro o mérito, mas a incapacidade para compreender que é já uma figura anacrónica. O episódio do aborto e do TC só veio confirmá-lo. Quanto a Alegre, foi uma candidatura agradável, embora de nada lhe valesse a agradabilidade.

    Acho que a Presidência da República em Portugal, diga a CRP o que disser, é um cargo desprovido do significado material que poderia eventualmente ter. Como tal, nos raros momentos em que se pede a um Presidente que mostre alguma fibra, espera-se que ela surja naturalmente. Por alguma razão foi eleito Chefe da Nação. Sampaio falhou inapelavelmente. Saltou de um lado para o outro, totalmente incapaz de decidir o que quer que fosse, acabando por tomar a pior das decisões, escolhendo Santana Lopes para Primeiro Ministro. Algum tempo depois lá arranjou "interesses nacionais" que lhe permitissem dissolver a Assembleia. Tudo em nome da estabilidade. Ou será "incompetência" a palavra certa? Ao contrário do futebol, em que os bons árbitros são os que passam despercebidos, na Presidência da República os bons presidentes são os que sabem mostrar porque razão foram eleitos. Nada disto fez Sampaio. Pior. A imagem que dele fica é a de um choninhas simpático a quem se esqueceram de dizer, talvez por medo, que o boné lhe ficava horrivelmente.

    By Blogger JAS, at 07 março, 2006 23:37  

  • Em relação a Jerónimo e Louça, o facto de irem a votos é, seguirem a linha traçada pelos seus partidos (concorrer para obter entre 5 a 10 % da votação) e ganhar alguma visibilidade política. Em relação a Alegre não sei se a “agradibilidade de nada lhe valeu”. Afinal, numa candidatura sem apoio partidário ficou em segundo lugar e, por um triz, não disputou uma segunda volta que levar-lhe-ia a… Belém Ainda assim, achei uma campanha paupérrima (fruto dessa ausência partidária?) e sem ideias muito claras. Quanto a Soares, reservo-me o direito de discordar. De facto, Soares foi quem mais bem preparado estava dos candidatos da oposição e aquele que mais enfrentou Cavaco Silva nos debates, apesar de, tem que se admitir, a sua votação traduziu-se num autêntico desastre e numa desgraçada “morte politica”.

    Volto a discordar da opinião que expressaste sobre Sampaio. Era quem, se tivesse tido a possibilidade, levaria decerto o meu voto. Decidir, decidiu. Em nome da estabilidade (incompetência gera…instabilidade). E fê-lo (muito) bem.

    By Blogger Caminhante Solitário, at 07 março, 2006 23:58  

  • Parece que o meu último comentário não ficou gravado. Não vou repeti-lo na íntegra, mas cá fica o essencial:

    "Infelizmente a comunicação social “pode” muito."
    Pode muito ainda, o que não deixa de ser saudável. Porém, não é a comunicação social que decide quem ganha. Prova disso foi a prestação de Mário Soares, que conseguiu ficar atrás do Poeta..

    By Blogger Pedro Malaquias, at 08 março, 2006 01:40  

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